Ilustração para curva da banheira na manutenção de elevadores, explicação pelo site da Drelevador

Curva da banheira: tipos de falhas e estratégias de manutenção de Elevadores

 

A análise do comportamento da taxa de falha de um elevador ao longo do tempo pode ser representada por uma curva que possui a forma de uma banheira, a chamada curva da banheira (bathtube curve)

 

A curva representa as fases da vida característica de um elevador: a) mortalidade infantil; b) maturidade e c) mortalidade senil

 

Gráfico curva para ilustrar Curva da banheira na manutenção de elevadores, explicação pelo site da Drelevador

 

No período de mortalidade infantil, a taxa de falhas é alta,(2 a 3 defeitos por mes) porém decrescente. As falhas preliminarmente são causadas por defeitos congênitos ou fraquezas, o edificio e o elevador devem se ajustar, os novos componentes precisam de ajustes mais finos e adaptações ao Edifício, erros de projeto, falha de alguma peça, processos de fabricação, mão-de-obra, estocagem inadequada, instalação necessita de ajuste, partida deficiente entre outras. A taxa de falhas diminui com o tempo, conforme os reparos de defeitos eliminam componentes frágeis ou a medida que erros de projeto ou de instalação são detectados e reparados. Neste período, a melhor estratégia de manutenção é a corretiva, ou seja, cabe à manutenção não apenas reparar o equipamento, mas corrigi-lo, para que a falha não se repita.

Entre t1 t2 é a fase de maturidade ou período de vida útil. O valor médio da taxa de falha é constante( 1 defeito a cada 3 meses). Nesta fase, as falhas ocorrem por causas aleatórias, externas ao sistema, tais como acidentes, liberações excessivas de energia, mau uso ou operação inadequada, e são de difícil controle. Falhas aleatórias podem assumir diversas naturezas, tais como: sobrecargas aleatórias, problemas externos de alimentação elétrica, vibração, impactos mecânicos, bruscas variações de temperatura, erros humanos de operação entre outros. Falhas aleatórias podem ser reduzidas projetando equipamentos mais robustos do que exige o meio em que opera ou padronizando a operação.   Neste período, a melhor estratégia de manutenção é a preditiva, ou seja, monitoramento para detectar o início da fase de desgaste.

Após t2, há crescimento da taxa de falhas, a mortalidade senil, ( 2 a 3 defeitos por mes) que representa o início do período final de vida do elevador.

Esta fase é caracterizada pelo desgaste do componente, corrosão, fadiga, trincas, deterioração mecânica, elétrica ou química, manutenção insuficiente entre outros. Para produzir produtos com vida útil mais prolongada, deve-se atentar para o projeto, utilizando materiais e componentes mais duráveis, um plano de inspeção e manutenção que detecte que iniciou a mortalidade senil e a previna, por substituição preventiva de itens, e supressão dos agentes nocivos presentes no meio.

Neste período, a melhor estratégia de manutenção é a preventiva, ou seja, já que o equipamento irá falhar, cabe à manutenção aproveitar a melhor oportunidade para substituir ou reformar o item.

Na Modernização de um elevador velho, às vezes, ou quase sempre, você investe em um equipamento novo e a impressão que sobra é que ao invés de melhorar, piorou.

Vejamos:

Se o seu elevador antigo estava no ponto S, e depois de modernizado iniciar no ponto A, na verdade piorou mesmo, mas é por pouco tempo…

No entanto, você fez bem em evitar que ele chegasse no ponto Z, gastando muito dinheiro!

No ponto A você esta dentro da garantia e não gasta nada (só a paciência).

 

Gráfico Ilustrativo para Curva da banheira aplicado em elevadores, explicação pelo site da Drelevador

Quanto tempo leva para sair da Mortalidade Infantil?

Depende da qualidade do Produto, qualidade da Mão de Obra da Instalação e qualidade da Manutenção Corretiva.

Ótima = 2 meses

Média = 6 meses

Ruim= 12 meses ou mais

 

Esta matéria é parte do nosso trabalho em Consultoria de Elevadores.

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